Um processo de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi admitido pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, para apurar se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin cometeram abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante um desfile de Carnaval no Rio de Janeiro. A escola de samba Acadêmicos de Niterói homenageou Lula em seu enredo.
A ação foi apresentada pelo Partido Novo, que afirma que o desfile teria promovido eleitoralmente o presidente em um ano de disputa política. Segundo a sigla, a apresentação também contou com recursos públicos e teve ampla divulgação na imprensa e nas redes sociais. Ao todo, o desfile teria recebido R$ 9,65 milhões de Niterói, do Governo do Rio, do governo estadual e da Embratur.
Ao analisar o caso, o corregedor apontou a existência de indícios que precisam ser investigados e determinou que a defesa de Lula se manifeste em até cinco dias. Uma AIJE pode resultar, caso as acusações sejam comprovadas, em sanções como inelegibilidade e cassação de mandato.




