O 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy promoveu, nesta quarta-feira (26), no Pau Miúdo, em Salvador, uma palestra sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha e a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Conduzido pela advogada Letícia Ferreira, o encontro reuniu profissionais de saúde para discutir os tipos de violência, os mecanismos de proteção e como identificar sinais de agressão durante o atendimento. “Todas as violências trazem agravo de saúde. Antes de tudo, precisamos reconhecer esses problemas”, afirmou.
A especialista também destacou a trajetória de Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de uma dupla tentativa de feminicídio cometida pelo ex-marido, que a deixou paraplégica. “Esses direitos dependeram de muita luta e de muito esforço. Primeiro, devemos dar a nossa gratidão a Maria da Penha, que foi uma mulher sobrevivente de violência, que transformou a sua dor em luta ao romper o silêncio”, concluiu.
A assistente social Gladys Amorim ressaltou a importância da capacitação para qualificar o acolhimento às vítimas. “Quanto mais preparados estivermos para reconhecer esses sinais, acolher sem julgamentos e orientar corretamente, maior será a nossa capacidade de proteger e encaminhar essa mulher para a rede de apoio”, afirmou. A iniciativa integra as ações de educação permanente da Fundação ABM de Pesquisa e Extensão (Fabamed), gestora da unidade.




