O impacto financeiro causado ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelos danos relacionados às apostas online chega a R$ 30,6 bilhões por ano, segundo dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Desse total, R$ 17 bilhões correspondem a mortes por suicídio e R$ 13,4 bilhões à depressão, sendo R$ 10,4 bilhões referentes à perda de qualidade de vida e R$ 3 bilhões a tratamentos médicos.
O dossiê, elaborado em parceria com a Frente Parlamentar da Saúde Mental (FPSM) e a Umane, aponta ainda que o custo anual total relacionado às bets é estimado em R$ 38,8 bilhões, considerando também consequências como perda de emprego, moradia e aprisionamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a procura por serviços de saúde mental no SUS cresceu quase 140% nos últimos cinco anos em razão da dependência de jogos online. Para atender à demanda, a pasta ampliou o atendimento virtual voltado a pessoas com problemas relacionados às apostas, passando de uma capacidade de 600 atendimentos mensais em março para até 100 mil a partir de agosto.
Atualmente, 1% do valor arrecadado pelas operadoras de apostas é destinado ao Ministério da Saúde para ações de redução de danos. Já o Ministério da Fazenda informou que mais de 1 milhão de pessoas aderiram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão até sexta-feira (18), ferramenta que bloqueia todas as contas ativas em sites de apostas, impede a criação de novos cadastros com o CPF informado e bloqueia o recebimento de publicidade direcionada de bets.



