A Justiça revogou o segundo mandado de prisão preventiva que vigorava contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, fazendo com que ele deixasse de ser considerado foragido nesta quarta (23). A ordem de prisão anterior havia sido decretada em fevereiro deste ano devido ao descumprimento de medidas cautelares no uso de tornozeleira eletrônica, após relatórios apontarem falhas no funcionamento do aparelho e o Ministério Público apontar violação reiterada das regras.
No dia 31 de julho, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, revogou a prisão no processo em que o artista respondia por tentativa de homicídio contra policiais civis, desclassificando a conduta para crimes como lesão corporal leve, ameaça, resistência, desacato e dano qualificado.
A mais recente decisão atendeu a um pedido da defesa do cantor, representada pelo advogado Thiago Lemos, que contestou a consistência das provas apresentadas em uma investigação sobre uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho. Essa apuração é conduzida pela Polícia Civil para investigar um suposto braço financeiro vinculado à organização criminosa.
Apesar do cancelamento dos mandados que o mantinham como foragido, Oruam não foi absolvido e o processo criminal continua em andamento. A revogação das prisões preventivas apenas garante que ele responda às acusações em liberdade enquanto o caso é discutido na Justiça.



