O show de Léo Santana na inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê, em Salvador, terminou em meio a uma disputa judicial nesta sexta-feira (2). O TRE-BA havia determinado a suspensão da apresentação e fixado multa de R$ 100 mil por hora ao prefeito Bruno Reis. Mesmo com a decisão, o cantor subiu ao palco e iniciou o show, que foi interrompido pouco depois.
Antes da apresentação, Léo havia afirmado: “O povo tá achando que vai ser participação, mas vai ser show.” O cantor também publicou registros do momento nas redes sociais. A Prefeitura informou posteriormente que cumpriria a decisão judicial após não conseguir reverter a liminar.
Na noite de sexta, o TRE-BA aumentou a multa para R$ 300 mil por hora. Segundo a decisão do desembargador eleitoral Isaías Vinícius de Castro Simões, os preparativos e a realização da apresentação continuaram mesmo após a Prefeitura ser comunicada oficialmente sobre a liminar. O magistrado também determinou a apuração de possíveis responsabilidades nas esferas legal, cível e eleitoral, além de eventual crime de desobediência.
O caso teve origem em uma representação da coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). A decisão do TRE-BA considerou as regras eleitorais que restringem apresentações artísticas financiadas pelo poder público em inaugurações nos três meses anteriores às eleições. O episódio ainda pode ter novos desdobramentos na Justiça Eleitoral.
Em nota, a Prefeitura de Salvador afirmou que cumpriu a liminar e que o show de Léo Santana foi cancelado. “O show específico do cantor Léo Santana, alvo da liminar expedida pela corte, foi cancelado e não ocorreu nos moldes em que havia sido anunciado e para o qual o artista foi contratado”, afirmou a gestão. A Prefeitura também disse que a multa foi majorada de forma preventiva para garantir o cumprimento da ordem judicial.




