O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será o relator da petição apresentada nesta terça-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual o petista autoriza a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de seus familiares. A iniciativa, no entanto, está condicionada à aceitação de uma proposta semelhante pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O pedido abrange informações referentes aos últimos oito anos e estabelece até quarta-feira (21) como prazo para que Flávio se manifeste. Caso haja concordância entre os dois, os dados poderão ser divulgados no portal DivulgaCandContas ou em outra plataforma pública. A medida também inclui informações de pessoas jurídicas vinculadas aos envolvidos e, segundo a petição, busca garantir transparência ao eleitorado antes do segundo turno.
Ao defender a iniciativa, Lula afirmou que pretende permitir que a população conheça a situação dos envolvidos e voltou a desafiar o adversário a autorizar a divulgação dos próprios dados. “Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário e o sigilo telefônico dele. Ou seja, da pessoa física e jurídica”, declarou o presidente.




