A deputada federal, Erika Hilton (PSOL), falou sobre a decisão do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra a deputada estadual eleita, Eduarda Campopiano (PL), em uma ação que pede indenização por danos sociais e morais coletivos. Em entrevista concedida à imprensa, Erika destacou que a imunidade parlamentar não deve ser utilizada como justificativa para a prática de crimes e ressaltou a importância da proteção de grupos historicamente discriminados.
“Essa garota ainda nem tem imunidade parlamentar, porque nem tomou posse, nem foi diplomada como deputada, mas mesmo que tivesse sido, a imunidade parlamentar não pode ser um escudo para que parlamentares pratiquem crimes contra quem quer que seja, mulheres, pessoas negras, população LGBTQIA+, etc. Essa decisão do Ministério Público demonstra o compromisso que a gente deve ter na proteção da vida de todas as pessoas nas minorias sociais”, disse Erika.
A paulista também alertou para o crescimento da violência motivada pelo ódio e afirmou que os ataques contra a população trans fazem parte de um cenário mais amplo de violência e tentativas de minorias sociais.
“O alvo de ódio dessa gente é imenso e ataca cotidianamente muitas pessoas. Nós, enquanto movimento, sempre alertamos que o ódio contra as pessoas trans, por exemplo, nunca ficaria parado só em nós. E não à toa nós estamos vendo o mundo crescer em uma onda absurda de violência contra as mulheres de maneira indiscriminada, porque é sempre tentando controlar os corpos, dizer quem é sujeito de direito, quem não é, quem pode avançar e quem não pode”, afirmou Erika a deputada federal.



