Flávio Bolsonaro questiona resultado das urnas e diz que não reconhecerá vitória de Lula: “Vamos pedir a anulação”

Por Redação Piatã Notícias2 min de leitura

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência neste domingo (25), classificou o resultado como “inaceitável” e afirmou que pedirá a anulação das eleições. O parlamentar criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, declarou. Segundo o g1, a fala contrasta com um pedido feito pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para estender a votação em municípios de cinco estados.

Flávio também alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração, mas o tribunal negou a informação e afirmou que os representantes acompanharam a totalização dos votos em uma área destinada à fiscalização. Enquanto o senador questionou a igualdade das condições de votação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, também destacou a atuação do Ministério Público na fiscalização do pleito. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que “não há o que se contestar” e que “a vitória, em primeiro plano, foi da democracia”.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República e conquistou seu quarto mandato, tornando-se o primeiro brasileiro eleito quatro vezes para o cargo pelo voto popular. A vitória foi confirmada pelo TSE às 21h08, com 97% das urnas apuradas, quando Lula tinha 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio. Após terminar o primeiro turno atrás do adversário, o petista conseguiu uma virada histórica, impulsionada pela mobilização nas ruas e nas redes sociais. Aos 80 anos, Lula terá como desafios enfrentar a oposição no Congresso e equilibrar as contas públicas.