O Procon-BA contabilizou 944 ônibus parados em quatro garagens de Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25). Nesta terça-feira (27), a Prefeitura afirmou que utilizou a mesma frota do primeiro turno. O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, declarou que a operação foi planejada antecipadamente. “A gente adotou a mesma operação que fizemos no primeiro turno, quando tivemos apenas duas reclamações”, afirmou. Segundo Pablo, a Semob enviará ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) os registros de GPS dos veículos, monitorados 24 horas por dia.
Após denúncias de redução superior a 50% da frota, o TRE-BA determinou a circulação integral dos ônibus, com gratuidade e frequência equivalente à dos dias úteis. A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento para a Prefeitura e cada concessionária, além de uma ordem de prisão contra o secretário, anulada na segunda-feira (26). O Ministério Público Eleitoral também identificou 217 ônibus fora de operação em duas empresas e solicitou providências para normalizar o serviço.
Pablo Souza atribuiu os atrasos a um adesivaço realizado por apoiadores de um candidato à Presidência, que, segundo o secretário, teria prejudicado a saída dos coletivos das garagens. “Houve, sim, um impacto operacional relevante”, reconheceu. A Justiça determinou que a Polícia Federal e a Procuradoria Regional Eleitoral investiguem possíveis irregularidades na operação, enquanto a Prefeitura, a Semob e as concessionárias receberam prazo de 48 horas para encaminhar documentos sobre o serviço no dia da votação.



