O jogador Richarlison obteve uma decisão favorável na Justiça em meio à disputa pela posse de uma ilha localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira (30), o juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, negou um pedido da empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A para obrigar o jogador a apagar publicações nas redes sociais e impedir novas manifestações sobre o caso.
A empresa é ligada ao advogado Willer Tomaz, sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL). O processo envolve a Ilha Comprida, propriedade avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, cuja posse é reivindicada pelo jogador. A ação foi motivada por publicações em que Richarlison afirmava que o imóvel havia sido “tomado”.
Na decisão, o magistrado considerou que não havia publicações ativas que justificassem uma determinação de retirada. Além disso, avaliou que impedir futuras manifestações do atacante poderia configurar censura prévia, medida vedada pela Constituição Federal.
Apesar da decisão favorável ao jogador, a disputa judicial continua. A empresa também solicita uma indenização de R$ 200 mil por danos morais e exige que Richarlison publique um esclarecimento em suas redes sociais. Esses pedidos ainda serão analisados pela Justiça.



