Um grupo superior a duzentas personalidades, englobando artistas, intelectuais e operadores da cultura, formalizou um manifesto direcionado ao presidente Lula demandando trocas na liderança Ministério da Cultura (MinC). O documento exige reformas profundas na administração do ministério, atualmente sob a tutela da cantora baiana Margareth Menezes.
A petição reúne assinaturas de figuras de destaque, tais como o ator Bruno Gagliasso, a escritora Ruth Rocha, o jornalista Fernando Morais, a cineasta Anna Muylaert e o artista plástico Paulo Bruscky conforme dados divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo. Na publicação, os subscritores repudiam a condução atual da pasta, rotulando-a como uma administração falha em editais e na defesa de leis de incentivo fiscal, carecendo de um planejamento estratégico voltado à democratização das artes.
Apesar de o texto não citar Margareth Menezes de forma direta, o segmento artístico, com ênfase no mercado audiovisual, tem direcionado contestações frequentes à gestão, exigindo maior agilidade e rigor na normatização das plataformas de streaming.
O Ministério da Cultura declarou que a gestão vigente atingiu patamares inéditos. A instituição ressaltou a aprovação do projeto de regulamentação do streaming na Câmara, considerando o cenário do Congresso atual, somado a um repasse recorde de R$ 1,225 bilhão assegurado pelo FSA para impulsionar e distribuir recursos na área.



