O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, defendeu uma mudança no atual sistema eleitoral brasileiro e sugeriu a adoção gradual do voto distrital misto para a eleição de deputados e vereadores. Segundo o magistrado, o modelo proporcional puro utilizado atualmente estaria falido.
“Eu defendo há muito tempo, desde o tempo de promotor, que o Brasil saia do proporcional puro e vá para o distrital misto. Podemos começar com 30% distrital. Daí, na outra, 40%, 60%. Mesmo no distrital misto, temos que pensar se não é hora de fazer lista fechada, como em outros países”, afirmou Moraes na última segunda-feira (25), durante uma homenagem recebida no Tribunal de Contas de São Paulo (TCM-SP).
Para o ministro, o sistema atual permite a eleição de candidatos sem relação com a ideologia dos partidos aos quais pertencem, o que, na avaliação dele, enfraquece o cenário político. “A mãe de todas as reformas é uma reforma política… Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não tem vinculação nenhuma a partidos, que se preocupam muito mais em ficar fazendo live da Câmara do que discutir o projeto que está sendo aprovado e que enfraquecem o Congresso”, declarou.
O modelo de voto distrital misto defendido por Alexandre de Moraes prevê que o eleitor tenha dois votos: um para escolher um candidato do próprio território, que seria eleito pelo maior número de votos na região, e outro para uma lista partidária com nomes previamente definidos pelos partidos. Na Bahia, a divisão considera os 27 territórios de identidade.




