A Justiça Federal da Bahia determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 387,6 milhões em bens de empresas investigadas por danos ambientais na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador. A medida cautelar foi solicitada pela Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de contaminação do solo, das águas subterrâneas, da faixa de areia e do ambiente marinho da região. As investigações começaram após denúncias de moradores e fiscalizações ambientais que identificaram indícios de degradação na área próxima ao terminal portuário.
Segundo a PF, a região apresenta sinais contínuos de contaminação, incluindo o surgimento de líquidos azulados, amarelados e esverdeados na areia, além de impactos no ecossistema costeiro e em atividades como pesca artesanal e mariscagem. Exames periciais, análises laboratoriais e diligências apontaram níveis elevados de substâncias incompatíveis com os padrões ambientais, entre elas compostos nitrogenados e metais pesados. Desde fevereiro, manchas azuis e amarelas são observadas na praia e no mar, e, em maio, foi confirmada a presença de cobre e nitrato. O local permanece em situação de emergência, com recomendação para evitar banho e pesca.
A Gerdau afirmou que acompanha o caso e mantém diálogo com autoridades para buscar uma solução social e técnico-ambiental. “A Gerdau acompanha de perto o ocorrido na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador (BA), e neste momento, está ativamente dialogando com autoridades e órgãos competentes para a construção conjunta de uma resolução social e técnico-ambiental envolvendo a região.” Já a Intermarítima declarou solidariedade aos moradores e afirmou que acompanha as investigações. “A empresa destaca que, desde os primeiros estudos, as conclusões preliminares apontam que a razão da contaminação é pretérita, da época em que o terminal era operado pela empresa Gerdau.” A empresa disse ainda confiar que os órgãos responsáveis chegarão a um parecer definitivo sobre o caso.📷 Matheus Lemos/Ascom Inema/Divulgação




