Após perder irmão por vício em bets, candidata aciona Justiça contra nome “Casa de Apostas” na Fonte Nova

Por Allanys Castro2 min de leitura

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A auditora do TCE-BA e candidata a deputada federal, Juliana Prates (Repubolicanos-BA), iniciou uma ação popular protocolada na Justiça baiana onde pede a suspensão imediata do contrato de “naming rights” que batizou o Estádio Octávio Mangabeira como “Casa de Apostas Arena Fonte Nova”. A autora solicitou a retirada da marca em cinco dias dos canais oficiais e ingressos, e em 30 dias do estádio.

De acordo com a ação, a associação do estádio, considerado patrimônio público esportivo e cultural a uma empresa de apostas, viola a legislação federal e pode influenciar crianças e adolescentes aos riscos do vício. Em dezembro do ano passado, Juliana perdeu o irmão, o também auditor Otacílio Prates, vítima do vício em apostas online. Após o falecimento, ela começou a usar as redes sociais para alertar sobre os riscos das bets e passou a receber histórias de famílias que lidaram com perdas relacionadas à ludopatia.

Juliana move ações contra o setor e já conseguiu suspender contratos que usavam dinheiro público para promover apostas na Bahia. Ação pede retirada da marca e R$ 15 milhões por danos morais coletivos, voltados a um Fundo de Defesa de Direitos Difusos para combater danos causados pelas apostas. O processo tem como réus o Estado da Bahia, a SUDESB, a concessionária Fonte Nova Negócios e Participações S.A., a RYL Rock Your Life e a CDA Gaming Ltda. A ação destaca que a Fonte Nova é um espaço de convivência familiar e cita o “Esquadrão Arena Kids”, destinado a festas infantis.