Deolane é apontada como “principal integrante” de núcleo ligado ao PCC e MP decide manter prisão

Por Allanys Castro2 min de leitura

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), continuam presentes os requisitos para a prisão, principalmente para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. A reavaliação ocorre a cada 90 dias por determinação legal. Deolane está presa desde 21 de maio de 2026.

Segundo a denúncia, a organização seria dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. Deolane integraria o último e, conforme o Gaeco, seria “a principal integrante do núcleo financeiro”, responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas ligadas a ela e às empresas, além de converter os valores em bens de alto valor.

O MP também citou que dois denunciados continuam foragidos. A acusação afirma que o grupo utilizava empresas de fachada e “laranjas” para esconder a origem do dinheiro. Em julho, o TJ-SP negou por unanimidade um habeas corpus da defesa de Deolane. Na ocasião, a relatora, desembargadora Renata Cantello, afirmou que os argumentos apresentados eram “meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna”. A inscrição da influenciadora na OAB permanece suspensa desde a prisão.