Governo Trump nega interferência nas eleições do Brasil e afirma que respeitará resultado

Por Allanys Castro2 min de leitura

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O Departamento de Estado dos EUA negou intenção de interferir nas eleições presidenciais brasileiras e afirmou que respeitará o resultado das urnas, desde que a disputa seja “livre e justa”. A declaração foi dada por autoridades norte-americanas, sob condição de anonimato, em resposta a questionamentos da imprensa brasileira sobre os atritos políticos entre os dois países.

Integrantes do governo Lula, porém, acusam a administração Trump de buscar elementos para questionar a transparência e a segurança das urnas eletrônicas. Dois diplomatas tiveram vistos negados pelo Itamaraty e o Planalto classificou o cancelamento do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti como atitude de viés ideológico, afirmando em nota: “Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”. Lula também criticou o secretário de Estado Marco Rubio, acusando-o de “odiar o Brasil” e chamando-o de “latino-americano frustrado”.

Lula afirmou que seria favorável caso os EUA enviassem uma autoridade para apoiar o senador Flávio Bolsonaro, principal rival na disputa presidencial. Disse ainda que pretendia voltar a conversar por telefone com Trump, mas a ligação não ocorreu. Celso Amorim afirmou que os EUA estariam mirando a soberania brasileira, classificando a relação entre os países como “escalada de hostilidades” e apontando “opacidade total” da administração Trump em relação ao Brasil.