Um dos cantores e compositores de maior popularidade no Brasil durante os anos 1970, Benito Di Paula, morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP), e faleceu em decorrência de complicações de um câncer de próstata, o qual lutava há cerca de um ano. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Nascido Uday Velloso, em 28 de novembro de 1941, na cidade de Nova Friburgo (RJ), Benito foi criado no Rio de Janeiro. Ele iniciou a carreira fonográfica em 1967 e lançou seu primeiro álbum, “Benito Di Paula”, em 1971. No ano seguinte, apresentou o disco “Ela”, que trouxe um de seus primeiros sucessos, “Violão não se empresta a ninguém”. O reconhecimento nacional se consolidou em 1973, com o lançamento de “Retalhos de cetim”, samba-canção que marcou o início de uma sequência de hits.
Com um estilo musical que combinava piano e instrumentos de percussão, Benito construiu uma trajetória de sucesso, especialmente entre 1973 e 1977, mantendo canções populares até 1984. Diferentemente de nomes como Martinho da Vila e Paulinho da Viola, também consagrados no samba durante a década de 1970, o artista não se identificava como sambista, preferindo se definir publicamente como “sambeiro” e “pianeiro”.




