Jornalista destaque na cobertura política e do regime militar, Sônia Carneiro morre aos 74 anos

Por Redação Piatã Notícias2 min de leitura

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A jornalista Sônia Carneiro morreu neste domingo (20), aos 74 anos, após um mal súbito. Segundo o filho, Terence Zveiter, ela morreu enquanto dormia, em casa. Com uma carreira marcada pela cobertura política em Brasília, Sônia acompanhou momentos importantes da redemocratização brasileira e dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.

Segundo informações do Correio Brasiliense, natural do Rio de Janeiro, a jornalista iniciou a carreira na Rádio Jornal do Brasil, em 1971, e também trabalhou no Jornal do Brasil. Durante a década de 1980, acompanhou de perto as atividades da Câmara dos Deputados e do Senado e esteve presente durante a elaboração da Constituição de 1988. Mais recentemente, integrou a assessoria do senador Jaques Wagner.

Em depoimento à série Testemunha da História, da TV Senado, Sônia relembrou a rotina intensa dos jornalistas que acompanhavam a Constituinte e relatou os impactos do trabalho em sua vida pessoal: “Sacrificou muito minha vida pessoal, minha vida familiar. Eu passo praticamente o dia inteiro aqui no Congresso. E, ultimamente, até às noites, nós temos ficado aqui debatendo as emendas populares.”

A jornalista também destacou o ambiente vivido pela imprensa durante o processo de redemocratização, após o período de censura e do regime militar. “Esse fim da censura e o início do período da redemocratização era um regime mais aberto, com as liberdades de imprensa seguradas. Então, a gente se sentia mais livre, mais açodada para fazer perguntas mais inconvenientes, mais abertas.”, afirmou Sônia.