A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do debate da TV Bandeirantes, marcado para o próximo domingo (23). A justificativa é a avaliação de que não haveria igualdade de condições para que o petista respondesse aos ataques dos adversários. Uma nova reunião sobre o assunto deve ocorrer nesta semana, mas a possibilidade de mudança na decisão é considerada baixa. Entre os fatores que pesaram está o convite a candidatos que, segundo a campanha, não precisariam ser chamados pela legislação, como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Um integrante da campanha afirmou que, caso houvesse um “desconvite” a Renan e Zema, aumentariam as chances de Lula reconsiderar a ausência.
A tendência é que Lula participe apenas do último debate antes do primeiro turno, na TV Globo, embora essa presença ainda não esteja confirmada. O presidente deve continuar concedendo entrevistas a veículos de imprensa e podcasts, além de participar de sabatinas. Sem Lula, a expectativa é de que Flávio Bolsonaro (PL), apontado como seu principal adversário, também não participe do debate da Band. Integrantes de sua campanha afirmam que a estratégia é confrontar o petista e comparecer somente aos debates em que ele estiver.
Aliados de Flávio avaliam que a disputa atualmente está concentrada entre os dois e, sem a presença de Lula, não haveria motivo para participar. Eles também argumentam que, na ausência do petista, Flávio se tornaria o principal alvo dos demais candidatos, acumulando desgastes com adversários que poderão enfrentá-lo no segundo turno. O entorno do candidato do PL afirma ainda que Lula não demonstra intenção de participar dos debates do primeiro turno e que o confronto entre os dois deve ocorrer apenas no segundo turno, quando a ausência de um deles em um debate poderia transformar o programa em palanque para o outro.




