No dia das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) publicou um alerta com ameaças direcionadas a quem tentar “votar ilegalmente”.
A postagem ocorre em um cenário no qual a legislação eleitoral norte-americana já proíbe estritamente a participação de não cidadãos, incluindo imigrantes sem documentação e residentes legais permanentes em pleitos federais, estaduais e na ampla maioria dos locais, restringindo o direito ao voto exclusivamente a cidadãos americanos.
A iniciativa alinha-se ao discurso do governo Donald Trump, que vem enfatizando narrativas contra o suposto voto de não cidadãos, apesar de evidências apontarem que esses episódios são extremamente raros no país. A sinalização do ICE reforça a pauta da administração federal sobre a integridade do sistema eleitoral, transformando o tema em um dos pontos de tensão durante a disputa nas urnas.
A Suprema Corte dos EUA rejeitou um pedido de emergência do governo federal que visava segurar e desconsiderar cerca de 20 mil votos no estado da Califórnia sob a alegação não comprovada de que pertenceriam a não cidadãos. Como é praxe em decisões emergenciais, o tribunal não detalhou a fundamentação teórica ao negar o pedido que exigia a checagem prévia da cidadania dos eleitores afetados.



