União Brasil da Bahia pode perder espaço no governo Lula após apoiar Flávio Bolsonaro

Por Redação Piatã Notícias2 min de leitura

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A bancada baiana do União Brasil deve ficar de fora da distribuição dos principais cargos do governo federal no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027. O motivo é político: os deputados do partido na Bahia são ligados ao ex-prefeito ACM Neto, derrotado na disputa pelo governo estadual, e apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

A situação é diferente da registrada no início do atual mandato de Lula, quando parlamentares baianos do União Brasil conseguiram manter influência sobre importantes órgãos federais, mesmo fazendo oposição ao PT no estado. Agora, dirigentes da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP, tentam indicar nomes mais próximos do governo para ocupar ministérios. Entre as sugestões estão os deputados Moses Rodrigues, do Ceará, e Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão, além da senadora Daniella Ribeiro, da Paraíba, pelo PP.

Na Bahia, porém, a expectativa é de que os parlamentares ligados a ACM Neto percam espaço nas indicações federais. Um dos exemplos dessa influência era o deputado Elmar Nascimento, que teve participação na escolha de Marcelo Andrade Moreira Pinto para comandar nacionalmente a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ainda durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele permaneceu no cargo até junho de 2025.

Elmar também tinha influência sobre a unidade regional da Codevasf em Juazeiro, responsável por obras e investimentos em cidades do norte baiano. Um dos nomes ligados ao deputado era Miled Cussa Filho, indicado durante o governo Bolsonaro e mantido no cargo por parte da gestão Lula. Com o novo cenário político, a participação do grupo baiano nesses espaços também pode chegar ao fim.