Um grupo de quatro aliados recomendou ao senador Flávio Bolsonaro (PL) que fizesse um pronunciamento reconhecendo a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que lhe ligasse após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais.
Reunidos numa residência no Lago Sul, em Brasília, durante a contagem dos votos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP), e a advogada Maria Claudia Bucchianeri defenderam que a declaração pública deveria felicitar o adversário, mantendo contudo alguns questionamentos ao processo eleitoral, conforme apurou a CNN Brasil.
A orientação visava blindar a imagem política do senador, evitando que ficasse associada à rejeição do resultado das urnas, sem comprometer a atuação jurídica do partido. Na avaliação do grupo, a admissão formal da derrota não impediria o PL de recorrer à Justiça Eleitoral nem de apresentar ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar condutas do governo ao longo da campanha, incluindo medidas que poderiam fundamentar pedidos de cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin.
Apesar do plano traçado por estes conselheiros, Flávio Bolsonaro preferiu descartar a proposta e seguir a orientação de outro grupo, optando por avançar com a contestação imediata do resultado do pleito.



