O mandado de prisão contra o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira (8), o magistrado ordenou o início da execução da pena de 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A condenação transitou em julgado em 3 de outubro, tornando-se definitiva.
Eduardo foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do STF, em junho, por tentar interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo sobre a trama golpista. Segundo os ministros, o deputado buscou sanções estrangeiras contra autoridades brasileiras para dificultar o andamento do caso. A defesa recorreu, mas os embargos foram rejeitados em setembro.
Além da prisão, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025, e a suspensão de seus direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação. A decisão também prevê multa equivalente a 100 salários mínimos e providências relacionadas à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.




