O atacante Richarlison divulgou nas redes sociais, nesta quarta-feira (21), documentos e números de processos que, segundo o jogador, comprovariam a compra de uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Após ser desafiado pelo advogado Willer Tomaz a apresentar provas da aquisição, o jogador afirmou que a negociação ocorreu legalmente e voltou a cobrar a devolução do imóvel, alegando ter investido cerca de R$ 10 milhões na área.
Segundo Richarlison, a compra foi realizada em outubro de 2020, em parceria com o deputado Alencar da Silveira Júnior. O valor inclui R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de gastos com reformas e segurança. O atleta também afirmou que recibos, contratos e conversas foram apresentados a jornalistas e autoridades, e declarou que a Polícia Federal investiga possíveis irregularidades no caso. O jogador ainda questionou a diferença no prazo de análise dos pedidos de regularização da propriedade.
“Então está aí a prova, seu Willer Tomaz. Você falou que, se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha”, declarou o jogador. Richarlison também mostrou uma mensagem enviada a Flávio Bolsonaro (PL) em 5 de abril, cobrando respostas sobre o imóvel. O senador negou ter comprado, vendido ou intermediado a negociação, enquanto Tomaz afirmou que a empresa ligada ao atacante perdeu as ações judiciais, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em junho de 2025, o tribunal confirmou decisão que reconheceu o direito de posse do advogado sobre a mansão. Até a publicação da reportagem original, Tomaz e Flávio Bolsonaro não haviam se manifestado sobre as novas declarações.




