O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) informou nesta terça-feira (27) que o governo federal prorrogou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel rodoviário. Segundo informações do jornal O Globo, o benefício, que venceu na segunda-feira (26), havia sido estendido anteriormente por uma portaria do Ministério da Fazenda, publicada no fim de setembro. Segundo o MPO, apenas esse subsídio representa um custo de R$ 10,5 bilhões a cada 30 dias.
A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro. Nesta terça-feira, o petróleo Brent era negociado a cerca de US$ 115 por barril, após atingir US$ 116,72 na sexta-feira, maior cotação desde abril. Antes do conflito, o barril custava aproximadamente US$ 72. Na segunda-feira, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou não ver perspectivas de retorno dos mercados de energia às condições anteriores à guerra em 2027.
Criada em maio, a subvenção ao diesel passou de R$ 1,12 para R$ 2,12 por litro em setembro. O governo também adotou medidas para reduzir os preços da gasolina e do etanol. Segundo o MPO, a desoneração desses combustíveis custa R$ 2,8 bilhões mensais, enquanto o subsídio extra ao diesel importado representa R$ 1,6 bilhão a cada 30 dias, elevando o benefício para R$ 3,52 por litro. As medidas podem ser renovadas mensalmente. De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, os gastos são cobertos por receitas extraordinárias do petróleo e contabilizados na meta de resultado primário.



