A equipe médica responsável pelo atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele voltou a apresentar episódios de taquicardia entre os dias 27 e 29 de outubro. O relatório semanal também apontou a ocorrência intermitente de soluços, principalmente durante o período noturno.
O documento foi encaminhado na tarde desta sexta-feira (30) ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília.
No último domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Dois dias após o resultado, Flávio viajou aos Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas, passando pela Argentina e pelo Equador. Já em território norte-americano, publicou uma carta na qual se autointitulou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi concedida por Moraes em razão das condições de saúde do ex-presidente durante o período em que esteve custodiado na Papudinha. Os relatórios médicos anteriores, encaminhados ao STF nos dias 2, 9, 16 e 23 de outubro, indicavam estabilidade no quadro clínico. Na ocasião, apenas o documento do dia 2 registrou um episódio de taquicardia, descrito como de “curta duração e melhora espontânea”.



