A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil teria envolvido uma operação com seis carros e ao menos três jatos particulares para dificultar a identificação do veículo utilizado pelo senador e garantir alternativas de embarque. Segundo o jornal argentino Clarín, representantes dos Estados Unidos teriam organizado o deslocamento, com apoio de um assessor enviado pelo presidente argentino Javier Milei, Santiago Caputo.
Inicialmente, Flávio havia fretado uma aeronave para viajar de Brasília até a região de Foz do Iguaçu, mas o proprietário desistiu após a divulgação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia o senador de deixar o país. Com isso, a família percorreu mais de 1.600 quilômetros de carro até a Argentina. De acordo com o jornal, o grupo chegou ao aeroporto de Puerto Iguazú por um acesso direto à pista, antes da chegada da caminhonete branca registrada pelas emissoras de televisão. Flávio já estaria dentro do jato naquele momento.
A imigração argentina confirmou que o senador cruzou a fronteira com a mulher e as duas filhas na noite de terça-feira (27) e embarcou em um voo particular, com escala no Equador, seguindo para Miami, onde chegou na manhã de quarta-feira (28). O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou neste sábado (31) qualquer participação dos Estados Unidos na operação. Os governos argentino e americano também não confirmaram envolvimento.



