A maior parte dos senadores do Partido Liberal (PL) não participaram da primeira discussão no plenário do Senado, nesta terça-feira (6), sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 sem redução de salário. Dos 15 integrantes atuais da bancada, apenas seis registraram presença na sessão.
Compareceram no plenário Efraim Filho (PL-PB), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Gomes (PL-TO), Magno Malta (PL-ES), Wilder Morais (PL-GO) e Marcio Bittar (PL-AC).
O candidato à Presidência da República e um dos senadores do partido, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não participou da discussão. O carioca estava em Brasília, e a sessão foi realizada em formato semipresencial.
A ausência ocorre enquanto aliados de Flávio tentam impedir que a PEC seja votada e defendem que uma proposta alternativa, apresentada pela oposição, seja analisada. O texto defendido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro prevê a possibilidade de redução da jornada de trabalho, mas com redução proporcional do salário.
Os senadores que discursaram se manifestaram favoravelmente à mudança na jornada para garantir dois dias de descanso remunerado. O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), porém, fez ressalvas ao texto em discussão e defendeu uma transição mais longa.
Antes da discussão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que pretende colocar a PEC em votação na próxima semana. Para ser aprovada, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação.
PL e Republicanos discutem estratégias entre os governistas. A intenção é tentar aprovar a proposta nas duas votações antes do segundo turno da eleição presidencial.




