O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou, nesta quinta-feira (1), que o vereador Carlos Muniz (PSDB) não dispute a reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Salvador no biênio 2027-2028, em pleito previsto para ocorrer ainda este ano. A recomendação diverge de Muniz, que argumenta ter assumido o primeiro mandato por sucessão após a renúncia de Geraldo Júnior e considera a eleição para 2025 sua única recondução direta.
O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), distribuído em 23 de setembro ao ministro Gilmar Mendes, que ainda não julgou a matéria. O relator já afastou Adolfo Menezes da presidência da Assembleia Legislativa da Bahia em contexto similar. A jurisprudência firmada pelo STF em 2022 limita a apenas uma reeleição ou recondução consecutiva aos cargos das Mesas Diretoras Legislativas, entendimento aplicável à Lei Orgânica de Salvador.
Enquanto aguarda o desfecho jurídico no Supremo, o cenário político na capital baiana segue em movimentação. A disputa pelo comando do legislativo soteropolitano conta com a postulação do vereador Alexandre Aleluia (Novo), além de articulações e alianças conduzidas por outros parlamentares para a formação da nova composição da Mesa Diretora.



